Chama-se WomenWinWin, é uma plataforma ‘online’ de apoio à criação de empresas de mulheres que chega a Portugal. 

Financiar negócios criados por mulheres. Um conceito simples que já conseguiu arrecadar milhões de euros no mundo para financiar projectos de negócios lançados por empreendedoras. O conceito chama-se WomenWinWin e está a chegar a Portugal. Maria José Amich é a responsável por criar esta plataforma ‘on-line' de apoio ao empreendedorismo feminino para Portugal. Uma ferramenta tecnológica que dará acesso às mulheres "a todos os meios necessárias para desenvolver e fortalecer os seus projectos empresariais", explica Maria José Amich.
Os números revelam que elas estão a ganhar terreno no empreendedorismo. Os estudos mais recentes indicam que nos EUA , por exemplo, cerca de 70% das novas empresas são lançadas por mulheres, enquanto na Europa esta percentagem se fica pelos 30%. Um indicador divulgado na conferência "Promover o Empreendedorismo" promovida, recentemente, pela EPWN Lisbon e pelo portal WomenWinWin- Associação para o desenvolvimento do capital humano e da iniciativa empresarial feminina. Mas há outras ferramentas de apoio à criação de empresas por empreendedoras, nomeadamente os programas financiadas pelo Quadro Nacional de Referência Estratégico (QREN). Todos estão previstos no Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e não Discriminação, 2011 -2013. Poderá obter mais informações junto da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (www.cig.gov.pt).


Empreendedorismo dentro das empresas

Mas ser empreendedor pode passar, também, por promover novos projectos nas empresas onde se trabalha. Uma receita certa para garantir que os negócios sobrevivem neste tempo de crise.
Outra chave para o sucesso em tempos de austeridade é promover a participação das executivas nas administrações das empresas. A Harvard Business Review acaba de publicar um estudo da Booz & Co que revela que ter uma percentagem de mulheres igual à dos homens na força de trabalho dos EUA aumentaria em 5% o PIB da economia norte-americana.
"Vários estudos levados a cabo na Europa e EUA, realizados pelas consultoras Catalyst e Mckinsey, têm vindo a mostrar correlações entre conselhos de administração misto e melhora de desempenho das empresas, com aumento de lucro e do valor das acções cotadas em bolsa", afirma Sandra Ribeiro, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego. Um inquérito feito pelo Credit Suisse a 2.400 empresas revela que as que têm uma a duas mulheres na administração "têm resultados 26% superiores, maiores taxas de crescimento, assim como maior valorização" na capitalização bolsista. "Num cenário de crise, as empresas terão mais do que nunca que se alavancarem no talento disponível nas suas organizações. Não se trata de distinguir entre mulheres ou homens. No final do dia, esse será o factor distintivo e que poderá fazer a diferença entre sobreviver, ou não, à crise", afirma João Almeida, vice-presidente da Capgemini.


Como promover o crescimento económico

"Como promover o crescimento em tempos de recessão" é o tema principal da 2ª conferência anual da European Professional Women's Network (EPWN) Lisbon que decorre na próxima quinta-feira no Hotel Ritz. Michelle Bradford, responsável pela área de talento da BBC e Robert Baker, ‘senior partner' da Mercer, são alguns dos intervenientes. Kenneth Dublin, do Instituto de Empresa, irá falar sobre Generations Diversity e Maria João Martins, director de recursos humanos da EDP, sobre a gestão de talento. Criada em 2002, a EPWN é uma rede de mais de quatro mil mulheres profissionais que tem como objectivo promover o progresso profissional das executivas. Lançar um programa de ‘mentoring' e de ‘coaching' das mulheres, assim como promover encontros de ‘networking' entre executivas são os principais programas que esta organização tem lançado em Portugal.

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