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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bolsas para Estágios em Org. Científicas e Tecnológicas Internacionais

Apresentação I Candidaturas I Informações Úteis I Contactos I Relatório 1996-2009
Oportunidades CERN I Oportunidades ESA I Oportunidades ESO

Bolsas para Estágios no CERN, ESA e ESO
Candidaturas abertas até 30 de Setembro de 2012

Está interessado em participar, directamente, nos desafios tecnológicos em curso no CERN, na ESA e no ESO?
Está interessado em trabalhar num ambiente internacional e multicultural?

No âmbito dos protocolos estabelecidos entre a Agência de Inovação e o CERN, a ESA e o ESO, a Adi oferece oportunidades de formação e treino, pelo período mínimo de 1 ano e máximo de 2, permitindo a jovens engenheiros portugueses desenvolverem um plano de formação complementar (on-the-job-training), em domínios tecnológicos estratégicos para o aumento da competitividade das empresas portuguesas.

Objectivo

Formação avançada de jovens licenciados portugueses em grandes Organizações Científicas Internacionais, como o CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas), ESA (Agência Espacial Europeia) e ESO (Observatório do Sul Europeu), em domínios onde a competência dessas organizações é internacionalmente reconhecida.

Destinatários

Licenciados em áreas Científicas e Tecnológicas

Apoio

Bolsa de Estágio em Organizações Científicas e Tecnológicas Internacionais, com as seguintes componentes:

Subsídio Mensal
Subsídio Viagem Subsídio de Instalação Seguros
1530 € - Licenciados
1710 € - Mestres
300€ / Anual - Europa
600 € / Anual - Fora da Europa
1000 € Acidentes Pessoais
Saúde

Candidatura

Envio de formulário próprio de candidatura para a AdI, acompanhado do Curriculum Vitae
(em inglês) e cópia do certificado de habilitações.
Saiba mais sobre o processo de candidatura

Painel de Avaliação

As candidaturas às Bolsas para estágios no CERN, ESA e ESO são avaliadas por um painel com a seguinte constituição:
  • Eng. Alberto Barbosa
  • Eng. Fernando Bello
  • Prof. Gaspar Barreira
  • Eng. José Oliveira Santos
  • Prof. José Manuel Mendonça
União Europeia
Programa Operacional Ciência e Inovação - 2010
Governo da República Portuguesa

quinta-feira, 13 de setembro de 2012







   

“O Dia das Compras na Net” vem substituir a iniciativa “Arrasa na Web”
 As grandes promoções e descontos vão regressar à Web no próximo dia 11 de Outubro. A iniciativa chama-se “Dia das Compras na Net” e está integrada na Portugal Internet Week 2012, promovida pela ACEPI.
Neste dia haverá promoções ou a apresentação de condições especiais para as compras realizadas nos sites de comércio electrónico participantes, que podem passar pela oferta de portes grátis, de anuidades ou brindes, passatempos com prémios, e uma selecção de produtos com grandes descontos. 

“O Dia das Compras na Net” vem substituir a iniciativa “Arrasa na Web” realizada em anos anteriores, igualmente no âmbito da Portugal Internet Week, mantendo os mesmos objectivos: incentivar os consumidores portugueses a realizarem compras na Internet, através de um conjunto de vantagens únicas que as lojas online oferecem nesse dia.

Além do Dia das Compras na Net, a nona edição da Portugal Internet Week vai contar com outras iniciativas de destaque, nomeadamente a Sessão de Abertura do evento, no dia 9 de Outubro, que reunirá num amplo debate os principais responsáveis das empresas, organizações e autoridades nacionais e internacionais em torno das temáticas do negócio digital.
Também irá acontecer o e-Show Lisboa, nos dias 9 e 10 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, um espaço de exposição e debate que contará com 70 expositores, 6.000 visitantes profissionais, 80 oradores nacionais e internacionais, workshops, Master Classes e uma Startup Area
.
Ao abrigo da iniciativa ACEPI@Universidades serão realizados vários debates, conferências e colóquios promovidos pela ACEPI em diversas Universidades de todo o país.

ACEPI - Dia das Compras na Net prepara grandes descontos online




ACEPI - Dia das Compras na Net prepara grandes descontos online

domingo, 9 de setembro de 2012


JOBS TI


 A área das Tecnologias da Informação não é das que tem sido mais afetadas pela crescente taxa de desemprego que atinge principalmente os jovens recém formados. Vários estudos e indicadores mostram que este sector continua carente de recursos humanos com formação especializada e que os jovens licenciados e mestrados acabados de sair das universidades encontram mais rapidamente um emprego, ou estágio, para iniciar as suas carreiras, em Portugal ou no Estrangeiro.

Mesmo assim é preciso procurar as melhores oportunidades e, por isso, o TeK fez uma ronda pelas maiores empresas de TI em Portugal - e pelas que se têm mostrado mais dinâmicas na área - para verificar quais as que estão com processos de recrutamento ativos, em estágios e empregos mais sénior, qual o perfil de candidatos que procuram e que tipo de parcerias mantêm com as universidades.

Já no início deste ano tínhamos passado revista aos programas de estágios de algumas das principais empresas de TI, muitos dos quais ainda se mantêm, mas atualizamos agora também essa informação. Vale a pena passar também por uma outra Sugestão, onde alinhámos os principais sites para procura de emprego.

Qual é o perfil certo e o melhor “formato de currículo”?
Potencial e talento são as palavras mais usadas pelas empresas contactadas para definir o perfil certo dos candidatos a emprego. A experiência académica é importante, mas são também relevantes as competências comportamentais, como experiências extra curriculares e a formação pessoal. 

“A conjugação de um bom track record académico, experiências de aprendizagem em contextos internacionais, iniciativas de empreendorismo ou atividades extracurriculares onde tenham sido desenvolvidas competências técnicas e comportamentais, são fortes indicadores de que existe no candidato uma apetência demonstrada pela sua vivência até ao momento”, afirma Ana Bernardes, diretora de recrutamento da Accenture.

Embora o perfil ideal de um candidato dependa das oportunidades de emprego que tem em aberto, na SAP – e no caso dos recém-licenciados -, procuram-se candidatos que já tenham até dois anos de experiência profissional e formação superior técnica na área a contratar. As áreas de formação académica que privilegiam são as de economia, gestão, finanças, engenharia e gestão industrial, informática de gestão, engenharia informática e de computadores, entre outras.

Na HP as licenciaturas preferenciais são engenharia informática; engenharia das telecomunicações; engenharia industrial, matemática, física, bem como de outras áreas não-técnicas, nomeadamente gestão, economia ou marketing.

“Currículos inovadores e experiências diversificadas refletidas nos percursos profissionais são, sem dúvida, uma mais-valia num 'curriculum', mas só o são efetivamente, se devidamente “acompanhados” com posturas e discursos robustos, mentes ágeis e espíritos críticos “aguçados” numa eventual entrevista”, lembra Patrícia Calvário, Diretora de Recursos Humanos da HP Portugal.

Em sintonia com a mesma ideia, Célia Vieira, administradora da Novabase, explica que a empresa procura “pessoas completas, que aliem competências técnicas a capacidades de trabalho em equipa, curiosidade e vontade de aprender. Pessoas que tragam para empresa as mais-valias pessoais que as diferenciam e tornam únicas. São estas as pessoas que nos permitem concretizar a nossa visão: tornar a vida das empresas e das pessoas mais simples e mais feliz.”

A apresentação de currículos inovadores pode ser uma forma de diferenciação, e na Gatewit eles são vistos com bons olhos. "A criatividade pode ser um excelente ponto de partida e é obviamente tida em conta", refere Carla Carvalho, Human Resources Director, salientando porém que a decisão final passa sempre pela avaliação das competências técnicas, experiência e o processo de entrevistas.

Quais as empresas que têm processos de recrutamento em curso?

Os programas de estágios são habitualmente os que têm um desenvolvimento mais estável e regular nas empresas que contactámos. Outras contratações são normalmente realizadas à medida das necessidades, embora muitas das organizações contactadas admitam que estão continuamente a monitorizar o mercado à procura dos melhores profissionais. Veja abaixo quais as empresas que têm processos ativos de recrutamento:
  • Accenture
    Os programas de estágio são, na sua grande maioria, estágios curriculares coordenados de acordo com os períodos pelas instituições de ensino superior, e estágios de verão que se realizam entre os meses de junho e julho para garantir o devido acompanhamento dos estagiários seleccionados.
    ”Recrutamos de forma sustentada e sempre de acordo com as necessidades de negócio, mesmo no recrutamento de recém graduados, o que não permite a sazonalidade típica da maioria das empresas que recruta em setembro ou em janeiro”, refere Ana Bernardes, directora de recrutamento da Accenture, adiantando que a política de recrutamento da Accenture passa muito pela captação e retenção de talento, o que vai muito para além do recrutamento sazonal de recém licenciados.
    Em média a empresa recruta 200 recém-licenciados por ano, que representam 85% da contratação anual da Accenture em Portugal.
  • Gatewit
    A empresa abre em setembro o processo de recrutamento para 20 estagiários, a cumprir até final do ano, mas tem ainda a decorrer estágios curriculares de férias, que envolveram 5 jovens. 
    "No total, até final deste ano, perspetivamos a criação de 50 novos postos de trabalho, alicerçados no sucesso do nosso processo de internacionalização e crescimento", afirma Carla Carvalho, Human Resources Director da empresa portuguesa.
  • HP
    A HP tem um programa de estágio para recém-licenciados denominado ‘HP University’, que se realiza nas instalações da empresa, na Quinta da Fonte, durante os meses de agosto e setembro. Nestes dois meses realiza-se formação com os nossos melhores profissionais da HP e os estagiários ficam a saber como é trabalhar numa empresa multinacional.
    “O objetivo deste estágio é estabelecer a ponte de ligação entre a universidade e o mundo empresarial, permitindo aos jovens recém licenciados ingressarem na vida profissional ativa”, explica Patrícia Calvário, Diretora de Recursos Humanos da HP Portugal, sem detalhar número de contratações a realizar, que depende da evolução dos resultados de negócio em Portugal.
    Noutras áreas a “estratégia de recrutamento da HP passa, sobretudo, por desenvolver um programa de mobilidade profissional. Anunciamos, internamente, as novas posições para maximizarmos as potencialidades dos nossos talentos, proporcionando-lhes o desenvolvimento de novas competências técnicas através de diferentes experiências profissionais”, indica a mesma responsável.
    Há também um programa de referências no qual o colaborador que referenciar a pessoa indicada para uma vaga anunciada recebe um bónus. Este método de contratação é utlizado, principalmente, para posições mais críticas, com pouca oferta de mão-de-obra.
  • SAP
    A instalação em Portugal de um Centro de Serviços de Consultadoria inovadores e de alto valor acrescentado para a região da Europa, Médio Oriente e África faz com que a SAP esteja a reforçar os seus quadros até final do ano, com enfoque em profissionais com competências para a implementação de de soluções e processos de negócio em áreas empresariais, como gestão financeira, gestão de recursos humanos, gestão de clientes, gestão de fornecedores, gestão logística e, em áreas tecnológicas como Business Intelligence, IT Transformation Services e ABAP Development.
    O recrutamento de consultores abarca diferentes níveis de experiência e formação, sendo ainda valorizados candidatos com estágios internacionais e com um nível de conhecimento avançado da língua inglesa.
    Até ao fim do ano o objetivo é contratar 100 consultores e até ao momento já foram contratados 51, encontrando-se a decorrer, faseadamente, o processo de recrutamento para mais 49 consultores até dezembro deste ano.
  • Novabase
    A tecnológica portuguesa integra anualmente jovnes recém-diplomados no âmbito do programa Novabase Academy, pensado para integração dos novos colaboradores, embora também desenvolva parcerias com universidades para realização de estágios e trabalhos finais de curso.
  • Primavera BSS
    A empresa abre todos os anos vagas para estágios no âmbito das licenciaturas/dissertações de mestrado em engenharia informática e ciências da computação. A Primavera tem ainda em curso vários processos de recrutamento de profissionais mais séniores, sobretudo nas áreas de consultoria de sistemas de informação, inovação e user experience, que vão ao encontro da estratégia da organização para os próximos anos, explica Adelaide Nunes, técnica de Recursos Humanos da Primavera BSS, que indica que este ano serão contratados 10 novos colaboradores e 5 estagiários, continuando a alargar a equipa.
  • PT
    A PT tem atualmente dois grandes programas de estágios, o Programa Trainees, e o Programa Academia Comercial, destinado a níveis VI e VII, direcionado para recém-licenciada e mestres, e o Programa Academia Portugal Telecom, destinado a jovens técnicos com certificação de nível III e IV. Anualmente conta recrutar 300 jovens estagiários.


Como decorre o processo de seleção?
Várias empresas usam os próprios sites corporativos como angariadores de currículos e até uma forma de realizar uma primeira entrevista online. Na SAP o website de carreiras é uma das principais fontes de recrutamento, a que se somam anúncios em órgãos de comunicação social, contactos com universidades e politécnicos, portais de emprego online e as redes sociais Linkedin e Facebook. 

Rita Xavier, responsável pelos recursos humanos em Portugal, explica que depois da análise curricular das candidaturas é realizada uma entrevista telefónica, em inglês, e um “teste” no assessment center onde se aplicam várias técnicas de avaliação, incluindo diversos tipos de job-simulation. Há ainda no processo uma fase de controlo de referências e depois uma entrevista final com o responsável da área.

Para além da análise do currículo propriamente dito a PT dá também primazia a entrevistas presenciais, dinâmicas de grupo e testes psicotécnicos adaptados ao perfil e exigência requerida.

Na Accenture alguns processos de avaliação são similares a todas as áreas, como os testes de inglês, psicotécnicos e de aptidão, mas ainda assim todo o processo é muito orientado para os diferentes perfis. Os cursos de integração são uma parte complementar deste processo de seleção que permite uma abordagem bastante mais personalizada ao candidato, com uma parte significativa de formação e avaliação em sala. Estes cursos podem durar de 4 a 8 semanas, dependendo da área na qual se inserem.

Tirando partido do know how interno de tecnologia, na HP o processo de seleção é iniciado por um pequeno questionário online, no site JOB@HP, que pretende aferir as reais expectativas dos candidatos para que seja possível orientar devidamente cada candidatura. Posteriormente a empresa recorre às entrevistas telefónicas e pessoais.

Parcerias com universidades
Artur Rodrigues, responsável pelas comunicações externas e relações institucionais da IBM Portugal, indicou ao TeK que a empresa estabelece diversos protocolos com várias instituições de Ensino Superior, sem restringir atividades ou áreas de formação, onde as instituições de carácter mais técnico acabam por ter mais peso pelo setor de actividade em que a IBM se posiciona. 

Entre os exemplos contam-se as Faculdades de Engenharia e de Economia da Universidade do Porto, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade Católica do Porto ou a Universidade Lusófona, mas também os politécnicos de Leiria e de Beja. 

Na Accenture as universidades são, para os candidatos sem experiência, a principal fonte de recursos. Para recrutar profissionais com experiência a aposta passa pela pesquisa direta e as redes profissionais. Há ainda um programa de referência interna através dos quais os colaboradores podem identificar pessoas que pensem fazer sentido na organização.

As universidades onde recrutam um maior número de profissionais são a Universidade Nova, Católica, ISCTE, Instituto Superior Técnico, Faculdade de Economia do Porto, Faculdade de Engenharia do Porto, Faculdade de Economia de Coimbra, ISEG, Faculdade de Ciências de Lisboa e Universidade Minho.

A PT refere que as universidades preferenciais são as de referência, e aponta a UCP, IST, ISCTE, ISEG,FEP, FEUP, Univ. Aveiro e FCT. Nos cursos selecionam especialmente nas áreas de engenharia, matemática, economia/gestão, marketing, ciências sociais e humanas ou outras com relevância para o setor das telecomunicações.

A Primavera BSS mantém uma colaboração estreita com a Universidade do Minho, sendo que metade dos colaboradores que contrataram nos últimos 5 anos provêm desta instituição, mas a empresa coopera com outras universidades, nomeadamente a Universidade do Porto. Os cursos preferenciais são os de engenharia informática, ciências da computação e tecnologias e sistemas de informação.

Esta acaba por ser apenas uma amostra de processos de recrutamento a decorrer, e algumas das empresas contactadas pelo TeK não mostraram disponibilidade para responder, porque não têm processos em curso. 

Mas esperamos que as coordenadas que apresentámos sejam úteis para quem está à procura de um emprego ou estágio ou quem se prepara para entrar a breve prazo no mercado de trabalho.

terça-feira, 4 de setembro de 2012


A troika obriga-nos a aderir ao mercado livre da energia já no fim do ano, mas os preços da eletricidade e do gás vão subir. Trocar a tarifa bi-horária pode ser desvantajoso. VEJA AS CONTAS PARA DECIDIR MELHOR




Guia para o mercado da eletricidade - Bi-horária sem concorrência


São já perto de 545 mil os consumidores domésticos que trocaram a tarifa regulada da eletricidade pelo mercado livre, aproveitando os descontos oferecidos pelos fornecedores - que, por enquanto, não são extensíveis aos Açores nem à Madeira. Os restantes 5 milhões deverão começar a comparar preços para perceber se vale a pena mudar. Em alguns casos, não haverá vantagem em fazê-lo. Por exemplo, se tiver contratado a tarifa bi-horária, talvez seja preferível manter tudo como está, por mais tentadora que lhe pareça a proposta de juntar, numa única fatura, as contas da luz e do gás, com descontos que podem chegar aos dois dígitos. A partir da simulação efetuada pela Deco, a pedido da VISÃO, pode começar a fazer as contas e a preparar-se para a liberalização, anunciada para 1 de janeiro de 2013.
Nos casos apresentados no quadro, o casal sem filhos é o que mais lucra com este regime. Permanecer na tarifa bi-horária para lá de 2013 pode representar uma redução de 47,64 euros na despesa anual com eletricidade. E, quanto maior for o consumo nas horas de vazio, maior será a poupança. Além disso, nenhum dos operadores do mercado livre oferece esta alternativa mais barata, apesar dos apelos do Governo. "A tarifa bi-horária não é atrativa para os comercializadores. Pode fazê-los perder dinheiro. E até pode desaparecer em 2015", explica António Souto, técnico responsável da Deco/Proteste.
Não restam muitas dúvidas de que a liberalização dos preços da eletricidade e do gás - imposta pela troika, que considerou estes mercados muito pouco concorrenciais - terá como consequência um aumento das tarifas. Como sucedeu, aliás, com a abertura do mercado dos combustíveis, em 2004. "É quase inevitável que os preços aumentem", sublinha António Souto, explicando que "as matérias-primas, como o carvão, o gás e o petróleo, estão a subir e serão refletidos nos preços pelos operadores. Além disso, o défice tarifário criado nos últimos anos [na eletricidade] tem de ser eliminado". Porquê, então, antecipar a liberalização, se, nos outros países europeus, está a ser feita com prazos mais dilatados? "A troika quer facilitar o aparecimento de novos comercializadores, para que haja mais concorrência. Até agora, a energia tem sido subsidiada", assegura aquele responsável.
Perto de 90% dos consumidores domésticos ainda não fizeram a mudança para o mercado livre da eletricidade, quando faltam apenas cinco meses para o fim da tarifa regulada. No gás, onde existem 1,2 milhões de clientes domésticos, serão ainda mais. E nada os obriga a fazê-lo, pelo menos por enquanto. Até 31 de dezembro de 2015, poderão permanecer na tarifa regulada que, a partir de janeiro, será revista trimestralmente pela ERSE, a entidade que regula o setor da energia, incorporando um fator de agravamento que visa induzir a transferência gradual para o mercado livre. Mas essa tarifa mais alta, a par da previsível evolução do custo das matérias-primas, poderá conduzir a novos aumentos na fatura mensal da eletricidade e do gás que, para muitas famílias, serão incomportáveis.
Guia para o mercado da eletricidade - Bi-horária sem concorrência


Guia para o mercado da eletricidade - Bi-horária sem concorrência


Glossário - O que é...
  • Consumidor doméstico - Cliente cujas instalações de consumo estão ligadas às redes elétricas de baixa tensão (BTN, baixa tensão normal), com potência contratada inferior a 10,35 kVA. A maioria dos lares nacionais insere-se nesta categoria. No gás natural, são consumidores domésticos os clientes com um gasto anual de até 500m3 (escalões de consumo 1 e 2). Estes dados podem ser verificados na fatura mensal
  • Tarifa regulada - Preços de venda da eletricidade e do gás ao consumidor final, definidos anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
  • Tarifa liberalizada - As tarifas deixarão de ser fixadas pela ERSE e passarão, a partir de 1 de janeiro, a ser definidas em regime de mercado, exceto nos Açores e na Madeira. Como as matérias-primas (carvão, gás e petróleo) estão em alta, os preços da eletricidade e do gás tendem a aumentar.
  • Tarifa transitória - Será fixada trimestralmente pela ERSE, durante o período de transição para o mercado liberalizado (até 2015), mas terá um fator de agravamento em relação à tarifa liberalizada. A ERSE alega que uma tarifa transitória mais cara constitui um incentivo à mudança.
  • Tarifa bi-horária - Os preços do kWh são diferentes consoante o consumo seja feito em horas de vazio (noite e fim de semana) ou fora de vazio (dia), ficando mais barato ligar os equipamentos elétricos nos períodos de vazio. Os comercializadores do mercado livre não incluem esta tarifa nas suas ofertas, pelo menos por enquanto, mas a ERSE continuará a definir a tarifa, durante o período transitório.

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